08 Fevereiro 2010

Fulminante como um raio

São certas constatações que fazemos sobre nós, por exemplo. Podem ser fulminantes, quando de repente surge uma iluminação que nos faz perceber certa característica, comportamento, atitude, crença, etc. em nós. Mas também pode levar o seu tempo a cimentar-se essa constatação até que ela se torne parte da nossa paisagem interior. Quer dizer, por vezes apercebemo-nos de certas coisas em nós, mas não ficamos automaticamente convencidos... Por vezes leva o seu tempo até digerimos a constatação. Muitas vezes precisamos de o repetir para nós próprios, ainda não muito convencidos, nos primeiros tempos. Mais tarde, depois de já não estarmos centralizados na nova informação sobre nós - muitas vezes dolorosa - é que vamos dizer: Pois é... É isto mesmo! Tal como um quadro. Primeiro o esboço, e depois a pintura completa e posteriormente a contemplação da imagem final.

07 Fevereiro 2010

É pena...

Tanto homem à minha volta e eu não quero nenhum :(
Completamente indisponível para amar.

02 Fevereiro 2010

Novos posts em:


01 Fevereiro 2010

O terrorismo do positivismo

Se estou revoltada deixem-me sentir a mágoa, a dor.
Se estou triste deixem-me sentir a raiva, a angústia.
Se estou chateada deixem-me estar só, silenciosa, muda.
Se estou pensativa deixem-me aceitar a dor, a frustração.
Se estou calada deixem-me pensar, sentir, resistir.
Se quero resistir tenho o direito.
Se não quero mudar aceitem a resistência.
Se acham que tenho de ser diferente, pensem.
Não tenho de ser diferente quando lhes parece importante um determinado atributo.
Se não tenho esse atributo, saibam: "não se encomendam emoções".
Se não sinto... Aprendo a perceber a falta. Um dia, ou uma noite.
Não se apressa o que tem calma em permanecer... ou em chegar.

"Não se encomendam emoções"...

Porque julgam que a felicidade é uma máscara? Ah o medo de não ser assim... O medo de perceber que afinal é possível ser-se feliz... Que se pode conseguir. Sim, requer mudança, requer aceitação, requer introspecção, escavar bem fundo, cheira mal e dói muitas vezes. Mas quando se encontra o túnel que tem a luz lá ao fundo... É isso. Encontrámos o caminho, a chegada. E podemos escapulirmos para lá sempre que queiramos; sempre que a vida não tenha demasiadas responsabilidades para atender.

"Depois da chegada tem sempre a partida..."

A felicidade é um espectro. Consigo estar sintonizada nessa frequência, o que não significa que o espectro não tenha as suas áreas de sombra, de obscuridade, de tormenta, de desespero, de dor, de neurose, de psicose, de revolta e negação. Sim, por vezes grito, por vezes choro, por vezes esperneio. Mas e depois?

_Toda a criança tem de aprender a ser grande. Todo o adulto tem de aprender a ser pequeno...

E é assim. Construindo e reconstruindo apanhamos o barco para a felicidade. Para além do espectro é uma viagem, com ondas mais ao menos tortuosas, acompanhada de momentos de calmia, chegadas inesperadas a pequenos oásis e ilhas paradisíacas.

E assim vamos vivendo...

31 Janeiro 2010

Significado da palavra crise

Latim crisis:

1. Mudança que sobrevém no curso de uma doença aguda.

2. Fig. Conjuntura perigosa; momento perigoso e decisivo.

3. Falta de trabalho.

4. Embaraço na marcha regular dos negócios.

5. Desacordo político que obriga o ministério a recompor-se ou a demitir-se.

 "Crise" é realmente um momento de mudança. Pode não saber bem, pode custar, mas é sempre necessária para haver um reajustamento, neste caso social. As coisas têm de mudar... Se não mudam, há uma crise. Até a terra tem de se ajustar, daí os sismos.
Crise é um ponto de partida... De fazer algo, seguir nova direcção. E vai continuar até as mudanças necessárias não ocorrerem. Portanto não fiquemos desencorajados, desanimados. Fiquemos sim entusiasmados com as possibilidades que a crise pode trazer. Sermos criativos é uma delas, procurarmos dentro de nós competências, forças e recursos; desencantarmos os nossos sonhos e arriscarmos. Dê lá por onde der...

Comunicação

Comum - nicar. O que quer dizer nicar não sei, mas sei o que é tornar comum. Os diálogos entre as pessoas cada vez me parecem mais genuínos, próximos, profundos e significativos. Ultimamente tenho a sensação que passámos todos por uma longa guerra e só agora começámos a emergir dos escombros para olhar todos na mesma direcção, perceber que não estamos sozinhos e que o parceiro do lado sente o mesmo que nós; é humano.
Parece-me que somos mais espontâneos, estamos mais em contacto com as nossas emoções, escondemos menos, mostramo-nos mais, as relações são mais verdadeiras. Começamos a deixar cair o véu... Toleramos menos: injustiças, mentiras, falsidade, a destruição da natureza.
Posso estar a ver as coisas à minha imagem... Mas realmente sinto as consciências mudarem.

Como tal...

Deixem-me viver, ser estouvada, irreverente, revoltada por vezes, a querer experimentar o possível e imaginado, a querer correr mundo, a fazer por isso; a reinventar-me, recriar-me, conhecer-me, reajustar-me, mudar de profissão, de objectivos, de gostos, de decoração, de cor de cabelo (ok, já passei por essa fase), de rotinas, de hábitos, de experiências. Sei que é por estar ainda na casa dos 20. Tenho tanto por fazer até aos 30! Depois sim, amadureço e farei a minha apresentação ao público como ser mais completo, uno e disponível para os outros... Mas primeiro, muito trabalho pessoal necessita ser feito. Como tal, não me peçam o que não posso dar ainda. Deixem-me aprender a ser grande...
Entretanto, peço-vos desculpa por qualquer coisinha... Sou piquena ainda.

Sou nova

e por vezes apetece-me partir o mundo em 2.
Sou impaciente, aborrecem-me conversas demasiado longas, pessoas demasiado lamurientas, negativistas, queixosas, que falam demasiado e repetem-se constantemente. A repetição é uma das coisas que mais me tira fora do sério. 
Sou introvertida em relação às minhas coisas, às minhas emoções, às minhas desilusões, amarguras e inseguranças. Resguardo-me em casa quando preciso pensar, quando preciso sofrer, quando preciso sentir. Sou assim...
Dizem-me que não falo de mim, não partilho a minha dor ou as minhas incertezas. Não tenho de o fazer se não sinto essa necessidade. Como tal, não tenho de ser como as outras pessoas que exorcisam as amarguras pondo cá para fora, a todo o momento. Ao telefone, no msn, ao vivo.
Sim, não consigo prestar atenção a uma conversa demasiado longa, quando as pessoas divagam sobre as suas coisas. Perco-me, disperso-me. Aprecio pessoas concisas, claras nos seus discursos. Que falam, desabafam e pronto, está desabafado. É o que faço. Nem todas as mulheres são assim. Poucas são... Também já conheci um homem assim, enervava-me é verdade. "Chega logo ao que queres dizer caramba!", penso.
"Tens de mudar", "Devias ter paciência para ouvir", "Se é importante para a outra pessoa, deves estar ali para ela mesmo que seja para ouvir o mesmo assunto de sempre." Tenho? Devo? Ora essa...
Todos temos os nossos limites. Eu tenho os meus. Não me sinto confortável naquela situação? Não me agrada? Pois ok, de momento nada a fazer, não quer dizer que mais tarde não terei essa paciência. Porque sim, paciência é importante.
Egocentrismo meu ou da outra pessoa? Eu porque não quero, nem quero querer. A outra pessoa porque acha importante ser ouvida. Tem o seu direito. Eu também gosto de ser ouvida e de falar. Pois não está no meu carácter a total dedicação aos sentimentos das outras pessoas... Engraçado como tirei o curso de Psicologia e tudo o que faço na minha vida é lidar com pessoas, ouvi-las, prestar atenção às suas necessidades latentes e manifestas.
Mas todos temos os nossos limites, os meus são esses. Não sou uma ouvinte abnegada, não sou entrega total nem emocional. Lamento, peço desculpa e perdoo-me...

27 Janeiro 2010

Quem diria...?

Dildo tem 28.000 anos.






Um pénis de pedra, que pode ter sido usado como os conhecidos consolos ou na linguagem dos puritanos, “brinquedinho sexual” foi descoberto em um sítio arqueológico de 28.000 anos de idade em Hohle Fels Cave perto de Ulm.

Não pairam grandes dúvidas que o instrumento de 20cm de comprimento por 3 cm é uma réplica de um pênis mesmo e tinha finalidade sexual, talvez até usado em rituais.

O pénis de pedra foi cuidadosamente esculpido e entalhado, dando uma completa dimensão da genitália masculina.

A História moderna do consolo, confunde-se com a história do vibrador de uso sexual. E a história do vibrador começa com ninguém menos que Sigmund Freud.

Freud estava intrigado pesquisando os tais misteriosos sintomas sem razão aparente que surgiam na grande maioria dos casos, em mulheres (era a doença conhecida como histeria).

Um dia, conversando com um outro médico amigo sobre suas pesquisas com as pacientes histéricas, Freud comentou sobre a relação teórica que começava a se estruturar em sua mente sobre as questões íntimas das pacientes histéricas e sua relação com a sociedade opressora da época.

Este amigo de Freud, também intrigado com o fenômeno, num dia de exame com uma dessas histéricas, acidentalmente provocou nela um orgasmo.

Curioso, o médico descobriu que o sintoma aparentemente havia desaparecido logo após o tal suspeito episódio do orgasmo, e perspicaz, relacionou os fatos. Ao voltar a falar com Freud, o médico mencionou que o orgasmo da mulher havia libertado o sintoma temporariamente. Freud estava no caminho certo. Dali em diante ele seguiria com a pesquisa que desencadearia na construção da psicanálise.

O problema é que a propaganda boca-a-boca da época foi forte e em pouco tempo havia uma fila quilométrica de mulheres histéricas na porta do tal médico, querendo se curar das doenças misteriosas. Ele - acredite se quiser - não gostava nem um pouco de ter que ficar fazendo aquele trabalho, digamos, digital.

Ele tinha que massagear os genitais de suas pacientes o dia inteiro para que elas pudessem chegar ao orgasmo. Algumas mulheres nem sempre eram bonitas e isso se tornava algo cansativo.

Foi quando ele teve uma idéia e contratou um amigo que era relojoeiro para desenvolver uma máquina vibratória capaz de fazer o que o dedinho esfolado dele não podia mais. O vibrador acelerou o processo, ele fazia isso em 10 minutos com o aparelho e levava as pacientes a sensações mais intensas.

O relojoeiro viu logo uma oportunidade à frente e começou a vender réplicas do aparelho milagroso.

Os preços dos vibradores se popularizaram e as pessoas não procuravam mais os médicos (ou masturbadores) para alcançar seu orgasmo, conseguindo assim uma independência maior. Naquele período era importante parecer respeitoso, você não precisava ser respeitoso, mas sim parecer. Falava-se de monogamia, castidade, coisas assim. As mulheres não eram progressistas em relação a sexo.

Por tal motivo havia necessidades de apresentar um bom apelo para a venda do produto que era apresentado como “bom para a saúde”. Muitas mulheres sabiam para que serviam o vibrador, outras não, mas pensavam ”parece bom, vou experimentar”.

Os médicos abandonaram o uso do vibrador em seus consultórios quando eles começaram a aparecer em filmes pornôs, por volta do anos 20. com isso foi impossível camuflar o fato de que era um dispositivo de uso genital. No fim dos anos 60 quando estudos revelaram a importância do orgasmo pela estimulação direta no clitóris o vibrador se popularizou como um aparelho sexual fundamental para a mulher nos E.U.A.
 
Fonte: Fórum d'A Maleta Vermelha

12 Janeiro 2010

E já agora...

quantas vezes paramos para sentir?
Apenas sentir... Mais nada.

Quanto ao tempo

Esse sim, destemido. Passa, corre, encolhe. Cada vez mais... Ou só agora. Temos menos tempo para fazer o que é preciso. Este corpo que nos foi concedido não chega, não alcança todas as actividades possíveis, especialmente as imagináveis e planeadas. Queria ser uma fracção de tempo para atingir o proposto, o que era suposto, dar a mão aos minutos e tecer horas, tecer disponibilidade, abertura no canal temporal e escorrer por ele fora, entrando num turbilhão de possibilidades e realidades paralelas. O tempo é isso, um túnel escarpado, em que por mais que o tentemos agarrar, não dá, ele escorrega, inventa pressa, inventa compromissos, lugares onde estar, sempre ausentando-se. Ou não... o tempo é um mar calmo, zelando por nós, como um pai pacífico, mirando-nos do alto, rindo da nossa inocência em pensar que ele não para... Quando ele É! É tudo e não é nada... Nós inventámos os horários, reinventámos o que é isso de conceito de tempo; inventámos as horas, os minutos, os segundos. Para cumprimos 'tá claro. Nós só sabemos cumprir, criar regras, constrangimentos, impedimentos, complicações digo eu. Seja necessário ou não.
Eu cá acho que a nossa percepção de tempo está a mudar... Está a ficar mais apurada. Começamos a ver que o tempo afinal tem consequências, isto de reinventar a progressão das coisas. Começamos a ver que o tempo é tão só Consequência. O tempo mostra-nos que não há tempo... Não há tempo para começar a mudar. A Mudança tem de ser já, porque pode não haver amanhã. O amanhá o que é? Mera suposição... Mera subordinação dos sentidos. Isso do amanhã não existe. Pura criação mental. Como tal, o tempo é Já.

Ansiedades

Nunca pensei haver mais que um tipo de ansiedade... Suponho que até agora só tenha sentido um tipo, aquela ansiedade mental, aquela sofreguidão cognitiva, hiperventilação pulmonar, pressa, pressa para tudo. Não que agora não o sinta, mas a ansiedade agora já não me ataca o peito. Esse sinto seguro, estável coerente - sim, a mente às vezes atraiçoa essa coerência, mas ele mantem-se sereno, impávido a esses caprichos mentais. Agora sinto a ansiedade nas entranhas, na pele, nas vísceras; nos intestinos, no estomâgo - esse sim sofre. Dores, dores de estômago. Tenho acesso directo às minhas emoções, tenho alerta amarelo assim que algo se altera no meu ambiente emocional. No peito essas emoções confundem-se, a mente assoberba-se e toma o controlo, redimindo o coração. No estomâgo não, não há que enganar - o desconforto está ali, latente e agudo, deixou a cronicidade do coração; ele demitiu-se de tal função. Agora é a barriguinha que paga...

11 Janeiro 2010

Eco-post #2


O Ecoogler é um motor de busca que utiliza a plataforma Google e onde se obtêm os mesmos resultados, só que quando fazemos uma busca através deste portal estamos a ajudar o planeta. A cada busca feita, uma "folha" é contabilizada, e a cada 10 mil folhas, uma árvore é plantada na Floresta Amazónica.
A iniciativa é de uma ONG suíca, a "Aquaverde", e com essa ideia já se plantou, até agora, mais de 1000 árvores.

Usem o Ecoogler como motor de busca pré-definido e salvaguardem a Natureza.

10 Janeiro 2010

Eco-post

Partindo do relato de um projecto desenvolvido na Estónia em 2008, um grupo de amigos decidiu colocar “Mãos à Obra” e propor “Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia”. Em poucos dias estava em marcha um movimento cívico que conta já com cerca de 6000 voluntários.

Neste momento já muitas pessoas acreditam que é possível. O objectivo é juntar o maior número de voluntários e parceiros, para que todos juntos possamos, no dia 20 de Março de 2010, fazer algo de essencial por nós, por Portugal, pelo planeta, e pelo futuro dos nossos filhos.

Muito ainda há a fazer, pelo que toda a ajuda é bem vinda!

Quem quiser ajudar como voluntário só tem que consultar o sítio do projecto na internet, http://www.limparportugal.org/, onde tem toda a informação de como o fazer.

O projecto Limpar Portugal também está aberto a parcerias com instituições e empresas, públicas e/ou privadas, que, através da cedência de meios (humanos e/ou materiais à excepção de dinheiro) estejam interessadas em dar o seu apoio ao movimento.

No dia 20 de Março de 2010, por um dia, vamos fazer parte da solução deixando de ser parte do problema.

“Limpar Portugal? Nós vamos fazê-lo! E tu? Vais ficar em casa?"

04 Janeiro 2010

O que eu quero para 2010...

No fundo que continue a minha evolução, já que 2009 foi um ano tão bom. Começou mal é verdade, mas quando ficou bom, foi ficando cada vez melhor.
Pensei muito sobre o que queria para este ano, que já de si se inicia com muitos projectos em mente e algumas oportunidades. Continuo com o bichinho de ir para fora, apesar das 3 tentativas frustadas nesse sentido. O que não me impediu de continuar a tentar.
De concreto não tenho nada, apenas um voluntariado a começar num sítio que me pode garantir formação complementar na minha área, mais um projecto a ser desenvolvido por mim e um curso a começar no final deste mês. Inscrevi-me em algumas outras coisas que me interessam, mas o que realmente gostaria é:

- Ler mais, informar-me mais. No fundo, interessar-me mais; responsabilizar-me pelo meu conhecimento.

- Voltar a investir em mim. Voltar à dança, fazer mais actividades físicas, recuperando energia e ânimo.

- Conhecer alguém interessante que mexa comigo, vivendo algo apaixonante.

- Continuar a ser feliz e a sentir-me plena comigo, sempre com a sensação de gratidão que me tem acompanhado.

- Continuar a ser independente financeiramente, seja qual for a minha ocupação.

- Saber aceitar a tristeza.

- Sentir-me serena e confiante em todos os momentos.

(E esta já é a minha terceira lista).

Ámen!


03 Janeiro 2010

Filmes americanos e o pensamento mágico

Dizem os especialistas que o pensamento mágico está presente em crianças até certa idade, mas o que eu mais vejo é pessoas loucas pelo cinema americano. Quanto mais sensacionalista melhor! Quanto mais catrastófico - e esse não é o pensamento mágico, é uma possibilidade da realidade - melhor. O pensamento mágico vem sempre associado ao resolver da catrástofe: um super herói ou uma super tecnologia americana que salva esta gente toda. No fundo o que a América representa - ou quer representar - é que é a salvadora da humanidade. A super potência que aglomera em si a salvação...
As pessoas estão sendentas disso, de querer acreditar, de querer que alguém as salve; sedentas de salvação, e é isso que o cinema americano transparece, que a América (os Estados Unidos) pode fazê-lo. Quase como uma mensagem subliminar "nós temos o poder, reverenciem-nos".
Uma vez que é um país que sobrevive da dívida externa, nada melhor do que provocar guerra e discórdia entre os países para que, mais uma vez, lá venham eles salvar isto tudo. Engraçado como nós bebemos a "realidade" como nos é mostrada. Se não reflectirmos nas coisas, quão enganados andamos... Com coisas aparentemente tão inocentes como o cinema! Que realmente reflecte tanta coisa. A tal cultura do medo que eu já falava. O poder de facto é uma coisa muito destrutiva nas mãos erradas, que são exactamente aquelas dos poucos que governam o mundo, ou que nós deixamos governar, por mera inércia.
Outra coisa bastante sugestiva é os heróis serem exactamente aqueles mais desajustados: o homem tímido e desadequado socialmente; o homem desmazelado e irresponsável. São sempre esses que se transformam em super-heróis. Não sei se é uma coisa boa, revelando que de facto os inaptos e oprimidos podem ter a sua chance de brilhar, se é mais um reflexo de que quem está por detrás desta cabala são exactamente pessoas que têem um ego e orgulho feridos até à alma e que querem mostrar que podem salvar o mundo através do bem, apesar de nos seus corações haver mágoa e revolta.

30 Dezembro 2009

Estudos interessantes:

CASAIS QUE FAZEM JUNTOS AS TAREFAS DOMÉSTICAS TÊM MAIS ACTIVIDADE SEXUAL.

Consultar:

Deve rezar-se

não pela paz no mundo, mas pela compreensão entre as pessoas, independentemente dos seus credos.
É exactamente pela incompreensão e intolerância que há as maiores discórdias e destruição do planeta. E isso entristece-me...

O caminho

É horizontal, nunca vertical.

Aqueles que pensam que subindo verticalmente, ou em nível de status ou realizações, não estão a subir necessariamente de "nível" ficando melhores (melhores pessoas ou mais perfeitas). Estão apenas subindo de status social. E o que é o social? Nada mais do que aparências, num mundo de ostentação ou fachada.
O verdadeiro caminho para a realização deve ser horizontal, na medida em que todos o percorrem... Os passos de todos são dados na horizontal, caminhando, e não saltando rochas. Nas rochas há apenas o medo de cair, o medo do desequilíbrio, das ameaças. Na horizontal não, chega-se mais depressa. Cansa-se menos, percorrem-se mais quilómetros. Na horizontal todos caem, todos podem descansar, fatigados. Na horizontal quem se levanta, levanta-se fortalecido. Já na vertical, quem cai para depois se levantar, volta ao ponto de partida, onde nem queria estar!
Como tal, nunca poderemos pensar que o outro é melhor do que nós. Está apenas a percorrer o mesmo caminho... Estar mais à frente não significa que está mais evoluído. Está apenas a uns passos de distância... Assim como assim, quem disse que o caminho é unidireccional?

Para 2010:

gostaria que todas as pessoas encontrassem o que tanto procuram: um pouco de paz, um pouco de amor, e muita confiança nelas mesmas!

Beijocas para todos e obrigada pelas

20.000 visitas ;)